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riscos_e_rabiscos

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Problemas De Interpretação.

Cheguei a casa morta de calor e cansaço. Ainda não tinha dado dois passos, já ela estava em stress a dizer-me que o meu pai tinha ido para o hospital. Como já estou habituada ao histerismo exagerado dela e às situações de treta, entrei para o meu quarto e coloquei as minhas coisas em cima da cama.

 

Então ela explicou-se um pouco melhor: o meu tio tinha-lhe ligado a dizer que uma pessoa que estava a trabalhar com o meu pai lhe dita dito que tinha ido para o hospital. Fiquei logo com os dois pés atrás, porque o meu sexto sentido assim me comandou. com a calma possível, fiz as perguntas da praxe e liguei ao meu irmão a explicar o sucedido. Até a ele lhe pareceu esta história pouco credível.

 

Ele fez alguns telefonemas e descobriu que, afinal, o meu pai foi com um vizinho AO hospital e não PARA o hospital. Estão a ver a diferença? Percebem como umas palavrinhas de poucas letras podem alterar o significado completo de uma frase? Como umas singelas palavras simples podem originar tamanha confusão?

 

A minha mãe entrou em paranóia completa. Enfiou-se no WC com dores de barriga e nem se deu ao trabalho de deslindar a história. Preferiu entrar num estado de histeria e paranóia despropositada e eu aqui é que tenho de aguentar os nervos dela. Tenho as costas largas. E não me enervo, segundo a opinião dela. Agora está para ali deitada a sentir-se mal. Pudera! Eu até nem digo mais nada...

 

Foi hoje à médica. Emagreceu imenso porque não come devido aos nervos. E eu vou engordando, graças aos nervos. A médica disse-lhe que nós tínhamos de estar do lado dela, e de lhe dar apoio porque ela tem razão.Ela tem razão em enervar-se mas depois perde a razão com as atitudes e comportamentos dela. Mas ela não compreende nem aceita isso. Acusa-nos de não estarmos do lado dela mas nós até estamos. Só não suportamos os nervos sistemáticos dela, o picar constante, o dizer as mesmas coisas vezes atrás de vezes sem conta.

 

Ela precisa de apio. E então e eu? Chego ao ponto de ter de por uns phones e ouvir música porque já não a aguento mais. Queixa-se que não tem ninguém com quem falar por isso tem de desabafar connosco. Mas ela tem amigas.

E então e eu? Eu engulo calada e sem opção de querer ouvir ou não o que ela diz, sem opção de querer ou não ser envolvida nesta porcaria toda. Tem uma grande depressão em cima. E então eu? Estou tão bem ou tão mal que não me consigo concentrar, não consigo memorizar nada, sinto-me um trapo.

 

Mas não tenho razão para andar deprimida, triste, sem vontade de nada, sem concentração e distraída. Acha ela. Mas eu tenho as costas largas e lá vou aguentando. Se não fossem as lágrimas que me vão saltando dos olhos...

 

Silêncio Precisa-se!

 

Gostava tanto de chegar a casa e o clima estar calmo e tranquilo. Mas não. Isso não tem sido possível. Assim que chego tenho logo a matriarca a por-me a par do que se passou enquanto eu estava ausente.

 

Eu percebo que ela precise de desabafar mas eu também preciso de tranquilidade, de paz, de me afastar desta porcaria toda. Nem que seja só um bocadinho. Só gostaria de saber quando é que toda esta história vai ter fim.

 

Preciso de silêncio. Urgentemente. Ignorem-me. Não me digam nada. Não me perguntem nada. Não me peçam nada. Não me deem ordens. Por favor?!

 

My House Is A Living Hell.

 

Estou a viver no inferno. Foi nisto que esta casa se transformou. Sem fuga possível. Desde que o meu pai teve a paragem cardíaca, as coisas têm vindo a agudizar-se. 

Só faz porcaria, mente e aldraba. Faz-nos todos andar com os nervos à flor da pele. O pior é a minha mãe. São discussões diárias e ela anda com os nervos em frangalhos. Depois massacra-me a mim, repetindo as coisas vezes sem fim. Tenho imensa pena do meu irmão que é quem tem assistido in loco a muitas situações provocadas pelo meu pai. Eu vivo isto intensamente e em silêncio. Quantas vezes não desejo ser invisível ou ter o poder para me desfazer no ar...

 

Podem até dizer-me que eu posso "refugiar-me" um pouco destes probemas indo para a minha casa. Até pode ser, mas não resolve nada. Depois tenho a minha mãe a dizer-me que não tem ninguém que a apoie, embora ela me massacre diariamante com os seus relatos de situações. Que posso eu fazer, se acabo por estar envolvida nestes problemas familiares? Digo-vos que isto é insuportável.

 

Tenho chorado rios de lágrimas. Tenho o coração desfeito em mil pedacinhos. Sinto-me destruida ao ver que o meu pai não nos tem respeito nenhum e que, por mais que lhe tentamos incutir algum juízo e chamar à razão, ele despreza as nossas palavras. E ainda nos acusa de não estarmos ao lado dele... Pudera! Ele despreza a família em detrimento de tudo. Como podemos alguma vez estar do seu lado perante estas coisas todas? Como podemos estar ao seu lado se ele não tem feito mais nada senão prejudicar a família? Como podemos estar ao seu lado se ele eleva quem lhe faz mal? Como podemos estar do seu lado se é engrupido por todos e, mais uma vez, está contra a família por causa desta gente?

 

Só vos digo que esta situação tem estado a ser insustentável, surreal mesmo. E não passa jamais. Nem o tempo a faz melhorar. Não dizem que o tempo cura tudo?

 

Espero que não divulguem este pequeno segredo que partilhei convosco. Só vos contei isto para ver se aliviava mais um bocadinho o meu coração. Para ver se não saia de casa, mais um dia, com as lágrimas a saltarem-me dos olhos...

 

Ainda Há Coisas Boas Na Vida.

Às vezes, sem esperarmos, ainda somos surpreendidos pela positiva. Às vezes nem é preciso nada de especial, basta um gesto, uma palavra ou uma acção despretenciosa.

 

Ao falar com a mãe de uma das minhas crianças, numa conversa informal, acabei por descobrir qual é a opinião acerca do meu trabalho na escola. Devo confessar que fiquei surpreendida. Não que eu desconheça o meu valor. Mas porque geralmente só se fala de alguém pelas coisas negativas e raramente se exalta alguém pelas coisas boas que faz. Quando é para se apontar o dedo, surgem todos os dedos do universo mas quando é para valorizar...

 

Descobri, então, que me achavam uma excelente professora, assim, por dá cá aquela palha. Sem graxas ou pretenciosismos. Apenas em conversa. Claro que fiquei muito contente. Porque é da praxe dizer mal dos professores, já é moda, seja verdade ou não. Os professores não podem ter uma falha humana que são logo estraçalhados em praça pública. Mas dar-lhes o devido valor, reconhecer o seu trabalho? Quantas vezes vemos ou ouvimos falar disso?

 

Entrei na sala para começar mais uma aula. O M. estende-me o braço com um saquinho e diz-me "é para si, teacher...". Segurei no saquinho e perguntei "para mim?", enquanto dava várias beijocas no miúdo (um beijo nunca fez mal a ninguém e os meus alunos são muito beijarocados por mim). "Ó teacher, não é nada de especial... fui eu que fiz", disse-me o M. com alguma modéstia e timidez. "Precisamente por isso é que este presente ainda é mais valioso para mim, M." respondi eu, ao mesmo tempo que abria o presente.

 

Ao abrir o saquinho, retirei de lá uma moldura feita com molas pelo M. e cuja foto era a imagem da Sininho pintada pelo miúdo. Fiquei muito sensibilizada por esta acção, por o miúdo se ter lembrado de mim, por me ter dedicado um pouco do seu tempo aquando da feitura da moldura. Geralmente é ao contrário. Mas nem me posso queixar. Há muitas crianças que gostam de me oferecer desenhos, florinhas, autocolantes, entre outras coisas. Aceito-as sempre e guardo-as com muito carinho.

 

E são estas coisas que valem a pena na vida, que nos dão ânimo, e força para ir em frente.

 

Só Um Reparozinho...

Observem esta foto:  

 

e esta...
 
e esta...
 

e por fim, esta...
 
Reconheceram as fotos? Pois bem, estas belas paisagens são de uma zona do país que surge frequentemente nos noticiários - Alqueva. (Só uma parentesis: desconheço os autores das fotos pois foram retiradas da net.)
 
Mas aquilo que eu quero falar tem a ver com fonética. Desde que me conheço, que conheço a existência de Alqueva. Não conheço somente agora por modernice. Ou pela barragem.
 
Com a divulgação desta zona tão bela por causa da sua barragem, começa a surgir uma questão de fonética, de pronúncia, de cor local, de cultura até. Dizem então os senhores dos media e os senhores influentes que se trata do "alquêva". "AlQUÊva", com pronúncia à supé-tia. Mais ridículo ainda, é o facto de pessoas que sempre conheceram esta zona e pronunciaram a palavra correctamente, terem "adoptado" a pronúncia à supé-tia! Valha-me santa paciência...
 
Pois lamento informar que não se diz "Alquêva", mas sim "Alquéva", ouviram bem? "Al-QUÉ-va"!!! Ora vamos lá treinar outra vez, AL QUÉ-va... tá quase, Al-QUÉ-va...
 
E pronto, deixo aqui o meu protesto, o meu manifesto contra e a minha raiva contida à má pronúncia. 

 

Quanto Mais Velhos Mais Babosos!

Entrei no autocarro meio "azombinada" devido ao cansaço e ao raio do tempo que ainda não decidiu se quer chover ou fazer sol. Amusentei-me no meu banco preferido (eu entro na paragem de partida do autocarro!) carregada das minhas tralhas habituais - mala tiracolo e "mala da escola" - e mais um saquinho com um presente precioso: uma moldura feita com molas com a imagem da Sininho, feita especialmente por mim por um aluno.

 

Sigo no autocarro, apreciando as ruas e as nuvens que cmeçam a condensar-se acima de nós. Entram passageiros em todas as paragens, atafulhando o autocarro. Numa das paragens entra uma moça vulgar mas alta. Vestia não muito bem mas tinha umas pernas altas que era impossível não percebermos a sua existência. Apercebi-me, então, que seguia no banco por detrás de mim um homem de alguma idade.

 

Assim que o homem teve percepção da presença da moça, sentiu-se aflitivamente perturabado. Foi nessa altura que começou um sem fim de disparates. Começaram os suspiros altos e, como isso não foi suficiente, decidiu utilizar outras estratégias. Primeiro julgou-se um pássaro, quiçá uma águia com as garras de fora pronta a apanhar a sua presa, e desatou a piar. Só se ouvia "piu... piu... piu...". Como isto não era ridículo o suficiente, decidiu-se transformar em descompressão-de-pneu-de-autocarro. Eu explico: o sacana do homem começou a sibilar como se estivesse a soltar ar comprimido, tipo panela de pressão. E eu é que estava a gramar esta parvoíce toda e a ter os meus cabelos arrepelados de vez em quando pois a moça nem deu conta do homem. Quando chegou à sua paragem desceu e pronto!

 

De soslaio, topei a figura do homem. Pobre ser engelhado! Era capaz de ser bom alguém dizer-lhe que ele tava bom era pa ir pra cova e não para engatar uma miúda. Por isso vos digo: quanto mais velhos, mais babosos!

Whati...? What's Up...?

 

Estou a ensinar aos meus meninos as profissões e os respectivos locais onde elas são exercidas, bem como os verbos que designam a acção da correspondente profissão. Perceberam? Não? Já vão perceber a seguir.

 

Mandei ler, em voz alta, umas frases do livro para depois poder explicar como se fazia a frase interrogativa no Present Simple. Toda a gente leu muito bem e certinho. Saltei para o quadro com o intuito de esmiuçar aquilo tudo e explicar o porquê da coisa.

 

Às tantas, peguei nas seguintes frases:

A firefighter puts out fires.

A pilot flies a plane.

 

Comecei a ouvir uma risotinha. Pensei com os meus botões "querem ver que disse algum disparate e não dei por isso" e prossegui. Voltei a pegar nas frases para explicar os verbos e de novo mais risotinha.

Olhei para a loira mais linda lá da escola, mas cuja inteligência é proporcinalmente inversa à beleza, e percebi tudo! Aquela linda cabecinha não dá para grandes coisas mas para a malandrice já dá e bem!

 

Assim que a menina ouviu dizer "putaut" (put out) e a explicação de que um piloto "não voa" um avião mas sim pilota-o, portanto é o verbo pilotar, ficou com as hormonas aos saltos e com fernicoques nos dentinhos e desatou a rir-se. O mais caricato é que me pareceu que os outros não atingiram a coisa. Hihihihi!

 

Já viram isto?! Uma pessoa já não pode explicar nada inocentemente pois é logo apanhada pelas mentes malandras destas gentes pequenas. Está tudo doido, é o que é! Já não me bastava o jardim zoológico! Err... só uma curiosidade... dois habitantes foram para o céu mas já há outro novo habitante... :/ Ah, e não me esqueci do prometido post sobre o zoo... não tenho é tido inspiração suficiente para o postar. Mas há-de aparecer...

 

 

Semeia-se...Colhe-se!

 

Há dias em que determinadas pessoas não deviam mesmo sair de casa.Para o bem delas e dos outros. Definitivamente. Sabem aquelas pessoas que contagiam o ambiente com o seu estado de humor? Pois é de uma delas que vou falar. O seu nome é Donaltim (claro que fui eu que o baptizei!).

 

O Donaltim é o motorista da carrinha, lá da escola, com quem eu apanho algumas vezes boleia. É uma pessoa extremamente instável. Agora está eufórico, super bem disposto, a largar foguetes e a apanhar as canas, como logo já está furioso com tudo, todos e o mundo. Desconfio que até larga chispas com o olhar.

Mas esta mudança súbita de humor deve-se a quê, perguntam vocês. E eu respondo: sei lá! É mesmo inexplicável pois se fosse alguma confusão na escola, sabia-se logo, começava a formigar o burburinho. Assuntos pessoais? Muito bem. Mas ninguém tem de levar com os seus maus humores e mau feitio, muito menos as crianças. Se calhar se tomasse qualquer coisinha para os nervos andava mais calmo. Andropausa? Na! Muito novo! Só se for TPM...

 

Mas isto foi só introito para o que vos vou contar agora. Ontem, mais uma vez, apanhei boleia na carrinha da escola. Assim que pus um pé na primeira escada para entrar, senti um ambiente de cortar à faca. Mas literalmente. Entrei e sentei-me. Ouvi logo uma descompostura a uma das crianças que até feriu os tímpanos. Mas não estou no meu "reino", não me meto. Fiquei ali sugadita, sem me mexer nem falar. Tal qual uma das crianças.

 

Prosseguimos caminho para fazer a distribuição das crianças. O fulano vinha tão furioso não-sei-porque-motivo que ao dar uma curva, marrou com um carro que estava estacionado. Eu só ouvi "track" e "griiiiinch"... pensei com os meus botões - nem me atrevi a dizer - já partiste o espelho do outro e lixaste a pintura nova da carrinha. E vais levar na cabeça do director. E agora vais ficar com um bom motivo para andares de trombas. Pelo menos já tens uma justificação para te teres transformado num "pato com tromba de elefante".

 

Eu acredito nas energias negativas e no "efeito boomerang". Acredito que as forças negativas influenciam tudo à nossa volta, que invertem as voltas do universo e que, em vez de andarmos para a frente, regredimos e tudo nos corre mal. A vida já é tão complicada e se ainda alimentarmos as energias negativas, então é que está tudo estragado! E o efeito boomerang confirma-se: o que semearmos de bem ou de mal, reverte a nosso favor.

E foi isto que aconteceu com o Donaltim. A sua fúria era tanta ou tão pouca que cegou, não viu o carro e levou o espelho à frente. A energia negativa fez efeito boomerang.

 

Em suma, o ambiente era tão gélido que as crianças nem piaram o caminho todo. Coisa inédita porque há sempre uma ou duas que gostam de "animar" o ambiente. Agora só pra ti, Donaltim, já pensaste em tomar um prozaczinho a ver se atinas mais um cadinho? Se quiseres uma alternativa mais "natural", come uma isca! É que os outros não têm de levar com a tua dupla personalidade! Get it?

 

Pronta A Demolhar...

 

Entre ontem e hoje, andei a resolver assuntos pessoais a modos que pró urgente e pró pendente. Comecei em grande com o centro de saúde. Liguei para a minha médica a explicar a minha situação e a perguntar se me podia atender. Autorização concedida e lá marchei, à hora de almoço, até lá.

 

A médica tinha o consultório à pinha. Sentei-me na sala de espera, aguardando ansiosamente a minha vez. Passou uma hora. E mais meia. Resolvi ir espionar o que se passava à porta do consultório. Só para "checkar" se estava tudo bem, se a médica não precisava de nenhuma "ajudinha" (cof! cof!), ou se algum chico esperto não se tinha infiltrado no meio da lista para obrigar os outros a esperar mais um bocadinho! Adiante.

 

Por pouca sorte, a médica estava à porta e, assim que me viu, chamou-me para me dizer que não me podia atender naquela altura mas para eu voltar lá às cinco horas. Pronto, lá marchei de regresso a casa resignada. Às cinco horas já lá estava de novo. Primeirinha da fila! Knock! Knock! Silêncio no consultório... Agucei o ouvido e percebi que ela ainda não tinha chegado. Comecei a deambular pelos corredores à espera. Resumindo: a médica regressou às seis e um quarto e fui a primeira a ser atendida.

Tempo de seca:duas horas e trinta minutos.

 

Hoje foi a vez da Segurança Social, mais conhecida pelo maior pesadelo de todos os tempos em Portugal. Literalmente. Às nove da manhã já lá estava e a minha senha era a 79. Quando olhei para o LCD - sim porque o dinheiro dos contribuintes já chega para LCDs a dizer em que senha vai. Qual quadro electrónico, qual quê! - estava para aí no 8. Resolvi ir passear, fazer uma viagem de reconhecimento à minha cidade (verdade!) e tomar o pequeno-almoço.

 

Voltei uma hora depois. Sabem quantos números tinham passado? Doze! Senti-me um desenho animado daqueles que lhe saiem os olhos fora das órbitas. Bom, lá sentei o rabiosque para descansar um bocadinho e contribuir para a "quadradeza" do referido. Entrei num estado de dormência, digamos assim, enquanto via os números passar caracolmente. Subitamente, olhei para o relógio para confirmar se o que o meu estômago me estava a transmitir, era verdade.

 

Resolvi ir almoçar para ganhar mais ânimo e coragem para enfrentar mais uma longa espera. De volta à seca, que é como quem diz à SS (até as siglas arrepiam porque fazem lembrar coisas más), olho para o LCD e vejo que só atenderam dez pessoas em duas, sim, duas horas! Ó valha-me Deus, é agora que vou cortar os pulsos a ver se me atendem mais rapidamente!

Fui dar mais um giro pela cidade a ver onde poderia gastar dinheiro que não gastei e beber um café. Depois de uma hora, regresso e, cansada e resignada, volto a quadrificar o meu backside no banco azul da SS.

 

Finalmente chega a minha vez. Sou mais rápida que uma seta a chegar ao guiché. Deposito os documentos em cima da mesa e digo ao que vou. Mal disposta, a senhora que me atende diz que tenho de preencher um impresso e ainda me manda à cara que já terminou a hora de trabalho dela. Que culpa tenho eu disso?!? Dessem ao dedo como deve de ser, não fossem caracóis e caracoletas! Fóking! Bom, só não respondi à letra porque estava anestesiada da espera e ansiosa por evaporar dali para fora.

 

Depois de começar a preencher o meu impresso, a tal senhora mal disposta abriu os olhos e viu que afinal não era preciso nada porque o assunto estava resolvido. Ou seja, fui lá em vão resolver o meu assunto que, por falta de coordenação e informação das finanças, já estava resolvido antes de o estar... Entenderam? Pois, eu também não!!!

Tempo de espera: SEIS horas de seca... :///

 

Em suma, tenho uma dor de pernas descomunal por tanto passeio à força que dei hoje e sinto-me como um bacalhau seco, seco de tantas horas de espera nestes dois dias. Ai que esta peixa esta mesmo a precisar de ser demolhada... Vou ali e já venho!

 

 

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